Bom dia galera!

       Hoje eu vou falar um pouco sobre o livro Cadent, que me chamou inicialmente a atenção pela sua capa belíssima, e sua sinopse curiosa.

       É uma high fantasy medieval que, em sua primeira parte, conta a história de um lugar magico do passado chamado Mersun, e também da criação dos universos e planetas conhecidos. E então parte para a história de Sunsea, que surge no planeta chamado Cadent, que está em ruínas, e de alguma forma, ela terá de salvar o seu mundo de um mal que pode ter a ver com a ruína do primeiro universo.

aneladam-1
Aneladam

       Esse tom mais cósmico, digamos assim, me atraiu porque, mesmo sem ter viagens interplanetárias (pelo menos não ainda) eu tive a sensação de que o livro teria um apelo mais “visual” que a fantasia épica tradicional tem, e estava certo.

       Ele começa te dando uma descrição de Mersun, um mundo dividido em diversas regiões que ficam envolta de uma arvore sagrada conhecida como Manacá, e, caramba, as descrições são incríveis! É lindo! A Sarah tem uma noção estética e uma imaginação incríveis. Ela consegue, ao final do capitulo, fazer você pensar “Caramba, esse lugar é incrível! Eu queria poder viver lá! ”, e quando a ameaça finalmente chega, você acaba sentindo o sofrimento dos moradores daquele mundo.

       Vejam uma pequena descrição de uma das regiões do mundo para ter um gostinho:

damiel-1
Damiel. Como será a relação dele com Sunsea?

       “Ao Leste, entretanto, encontrava-se a Região das águas. Claríssimos mares, lagos e rios ocupavam o local, enquanto o solo, extremamente fértil, apresentava as mais estranhas plantas. E havia o famoso entardecer das cores: As águas das mais diversas fontes da região erguiam-se, e, no mesmo instante, do céu caiam inúmeras gotas. A água da terra se chocava com a água da superfície celeste e um brilho extremo era formado; e elas permaneciam dançando entre si, flutuando e deixando um cheiro fresco no ar. Depois, trocavam de posição, o que era do chão se torna do céu e vice-versa. No final, Mersun vivenciava um pano colorido sobre todas as áreas, como um gigantesco arco-íris cobrindo o universo, o qual continuava assim até que Manacá adormecesse e a noite surgisse. ”

       Lindo, não é?

       E ela também lida muito bem com a beleza das emoções, que também não ficam atrás nas descrições. A história ainda está em desenvolvimento, e eu estou ansioso para ver o que Sunsea e os outros personagens vão vislumbrar na jornada deles pelo mundo.

       E se isso não bastasse, dá uma olhada no recadinho que a própria Sarah fez para nós aqui da taverna ^^:

       Heey, viajantes d’A Taverna! 

       Eu sou a Sarah (prazer em conhecê-los! ‘hahah), conhecida também como a escritora da obra Cadent, e estou aqui para falar um pouco sobre mim e sobre essa história que estou amando escrever. 

       Sempre acreditei que devemos criar um enredo que não apenas gostaríamos de ler, como também de viver. Assim, Cadent surgiu como uma rota de fuga para mim quando, visto que eu me decepciono frequentemente com o mundo em que [sobre]vivemos, por isso, posso dizer com todas as certezas possíveis que esse livro contém toda a minha alma e os meus sentimentos, e seria uma honra poder ter vocês embarcando nesse universo que surgiu do fundo dos mais loucos abismos da minha mente ‘rs. 

       Cadente é a minha primeira obra que decidi postar na plataforma, sendo, portanto, ainda mais especial. E, além desse livro, escrevo poemas e desabafos em uma coletânea, A Poesia dos Big Bangs (quem desejar ter uma crise existencial, basta ir lá ler alguns versos ‘hahah). 

       Eu espero profundamente que vocês gostem de Cadent, uma obra que apresenta diversos mundos, criaturas místicas e um romance e um suspense bem interessante. 

Beijos e até!

       Enfim, uma fantasia muito bonita, que, ainda está começando e pelo que eu vi, vale a pena ser acompanhado. Recomendadíssimo.Fiquem com um trechinho do prólogo. 🙂

Autora: Sarah LS Karafiol

Livro: Cadent


cadent_capa

Onde estou? Ela perguntou-se, sem saber nem ao menos o próprio nome.

Sentia-se totalmente vazia, sem rumo e perdida. O ar aparentava estar, pela primeira vez, fazendo falta. Mas como ela sairia daquele mundo submerso em gotas e mais gotas misteriosas? Seu coração tremia, e a cada pulsar era como uma ponta afiada fincando em seu tórax. Uma batida e uma pontada. Mais uma batida e mais uma longa e irritante pontada.

Talvez, se não houvesse tanta água abraçando seu magríssimo corpo raquítico, ela poderia acreditar que algumas lágrimas escapavam de seus olhos frágeis.

Um dor agonizante, entretanto, a despertou. Era como se seu corpo estivesse implorando para que pudesse se libertar e possibilitar que o ar invadisse violentamente cada esquina daquele organismo.

A menina, inocentemente, tentou nadar. Tentou e tentou. Procurou concentra-se em emergir para permitir que os pulmões pudessem parar de se contraírem. Contudo, não teve êxito. Simplesmente não conseguia se movimentar, como se correntes estivessem presas em seus delicados pés e, dessa forma, forçando-a a permanecer imóvel e esquecida naquele silêncio tenebroso…