Boa noite pessoal! Como vai a família de vocês? E o seu bichinho de estimação, ta tudo bem com ele? Espero que sim. Hoje eu vou falar sobre um livro nacional de fantasia oriental, A Canção dos Shenlongs: Guerras Épicas do Império de Housai, escrito pelo Diogo Andrade. Um templo de monges envolvido em uma guerra contra um ganancioso imperador. Vamos falar um pouco mais sobre ele…

       Os tempos mudaram. A ascensão do Império de Housai obrigou os monges guerreiros shenlongs a se isolarem cada vez mais. Com o passar dos anos, os Quatro Templos sagrados se tornaram seu último refúgio. Os Antigos se foram. Seus descendentes desapareceram. Aqueles que resistem à nova ordem estão enfraquecidos.

Por mais de mil anos, o Templo da Montanha, Shanjin, se manteve firme em Linshen. E para Mu, Shanjin é sua casa. Chegou ao templo ainda criança junto de seu irmão, Ruk. E, quando Ruk é expulso da ordem monástica, Mu vive o conflito entre a dor da perda e se manter como um shenlong, fiel aos ensinamentos e o caminho de retidão.

Os problemas se agravam quando um espadachim misterioso traz a notícia da grande ameaça que pode abalar os Quatro Templos. O exílio não durará. Agora, os shenlongs de Shanjin devem reforçar suas defesas e se preparar para o combate. Pois, desta vez, nem a Barreira será suficiente para protegê-los.

       Normalmente eu não gosto de copiar sinopse da Amazon, mas essa aqui, por incrível que pareça, tem informações que complementam o livro. XD

A canção dos Shenlongs é um livro de fantasia oriental, que conta a história de Mu e Ruk, dois amigos, órfãos, que foram criados como monges no templo Shanjin, que é um dos templos da ordem dos Shenlongs, monges focados no equilíbrio corpo, mente e espirito.

A história se divide em três partes, a primeira mistura o momento da expulsão de Ruk com trechos da vida dele e de Mu até ali, contando parte da infância deles, momentos chave para entender as reações dos dois monges a tudo aquilo que está acontecendo, e introduz também diversos outros personagens.

A segunda parte é uma visão do templo Shanjin e de como Mu está lidando com a expulsão de Ruk, e também é a hora que um misterioso espadachim traz a notícia de que o imperador vai atacar o templo, aí já começa a transformação de um templo de monges pacíficos que se preparam para uma batalha que tem pouquíssimas chances de vencer. Isso abala todos os personagens de diferentes maneiras.

E a terceira parte é a Guerra.

Esse livro é curtíssimo, não chega a ter nem 100 páginas, e é um livro bem divertido. A temática oriental (que me trouxe muito o espirito de alguns filmes japoneses e animes mais sérios) é bem trabalhada. O autor constrói muito bem o personagem principal, mostrando suas incertezas em relação a sua força e o abalo por ter tido o melhor amigo expulso do templo, e acompanha ele no seu treinamento puxado, que vai ser posto à prova no dia da grande batalha. Os outros personagens também são muito bem aproveitados, mas nem de longe tão bem trabalhados como o protagonista. Destaque para os mestres que ensinam no templo, o mestre Shizu, severo e exigente, e o mestre Sarujin divertido e descontraído, e o líder do templo, o Abade Kame, sempre distribuindo sabedoria.

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       “O verdadeiro adversário de um shenlong surge no reflexo da agua. Nossa maior batalha não é contra os demônios do mundo, mas sim contra aqueles que trazemos no coração. Heiwa nos concede a liberdade. Todavia, somos sempre responsáveis pelo karma que dela advém. O fruto colhido surge da semente no plantio. ”

O Mundo que ele cria é muito familiar e único ao mesmo tempo. Assim como a idade média, o oriente antigo é uma temática muito usada pela cultura pop, o que nos coloca em contato com elementos muito comuns como monges artistas marciais, mas o Diogo cria algumas particularidades em seu mundo, do etilo tatuado dos seus monges, o uso do Chi, até uma escala maior como a guerra com o imperador e as outras ordens monásticas. Um mundo aconchegante pelo reconhecimento, e que ainda traz aquela sensação de que existe algo mais a ser visto.

A ação do livro é um ponto a parte. Nas primeiras partes, existe uma construção de personagens muito grande, e fica aquela vontade de batalhas até o limite, mas o terceiro parte entrega tudo e um pouco mais, mostrando as habilidades de cada mestre, e a batalha final do livro é irada!

Uma observação especial as artes do livro, que são lindas. As artes da capa, do Bruno Stepheson e algumas ilustrações internas da Mariana Oliveira, dão o tom da ambientação, e um tempero a mais para o livro. 🙂

Um livro simples, divertido, onde se pode ver muitas referências a “cultura pop japonesa” e a diversos temas confortavelmente familiares a nós, e ainda assim se surpreender com o tratamento dado a esses temas. O autor começa e termina uma história com habilidade ao mesmo tempo que cria um background para novas aventuras. Um ótimo livro de estreia para o Diogo Andrade, e só posso aguardar por mais. ^^

Formato Lido: eBook Kindle

Número de páginas: 83 páginas

nota3

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