Khalifor, a cidade-fortaleza. Um bastião impenetrável, mas corroído por intrigas e indolência.

   Por isso, quando rumores do sul alertam para a ascensão da Aliança Negra, uma terrível horda goblinoide, um bando de desgarrados toma para si a tarefa de proteger Khalifor.

   Eles sabem que a cidade-fortaleza não tem a mesma força de outrora. Sabem que a Aliança Negra não pode ser detida. Sabem que os últimos dias de Khalifor estão chegando.

   Mas nada disso os impedirá de lutar até o fim.

   Khalifor é um mangá de Tormenta, maior universo de fantasia do Brasil. Ambientado no passado de Arton, explica um dos maiores eventos históricos deste mundo. Você pode saber como a história termina, mas certamente não sabe tudo que aconteceu.

   Resenha de um mangá brasileiro! Khalifor: Vol 1, escrito por J.M. Trevisan, desenhado por Ricardo Mango e lançado pela Editora Jambô! Essa HQ que se passa no cenário de Tormenta conta a de uma cidade-fortaleza que pode estar prestes a ser atacada por um gigantesco exército e um grupo de aventureiros pode ser sua última esperança.

   Esse mangá conta a história da cidade de Khalifor, um cidade-fortaleza que existe no único ponto de passagem entre dois grandes continentes, Lamnor e Ramnor. Além da tensão política existe um rumor crescente da ameaça de um grande exército formado por goblinoides reunidos sobre o comando de Thwor Ironfist, um bugbear escolhido do deus da morte. Eu já falei um pouco sobre o cenário de Tormenta por aqui.

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Thwor Ironfist em sua forma brutal e na sua nova repaginação mais heroica de Ricardo Mango.

   Os líderes e nobres da cidade tratam isso tudo como uma história de loucos e não conseguem acreditar em goblinoides se organizando para nada. Por causa disso, um pequeno grupo se forma para investigar por conta própria.

   Randar Axeblade, o personagem principal, é o único sobrevivente de um massacre causado por goblinoides e acaba sendo recrutado para esse pequeno grupo para explorar o continente de Lamnor atrás dessa suposta horda conhecida como a Aliança Negra.

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Goblinoides: os furtivos Goblins, os engenhosos Hobgoblins e os brutais Bugbears.

   A temática central dessa HQ é a guerra e, como em toda guerra, a possibilidade de um final trágico é muito grande.

   Aqueles que já são familiarizados com a história de Tormenta sabem o destino que a cidade-fortaleza teve, mas nunca viu a história da luta dessa cidade ser contada de uma maneira tão íntima. Eu, como fã, sempre achei Khalifor e a Aliança Negra uma temática incrível para histórias.

Precisamos de um corajoso grupo de aventureiros para resolver isso!

   Essa HQ tem personagens bem interessantes e segue a já conhecida mecânica de grupo de aventureiros. Cada um deles com motivos pessoais para se envolver na defesa da cidade de Khalifor.


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   Randar é o personagem principal. Ele é um guerreiro habilidoso que usa um machado grande que pode se dividir em dois machados de batalha. Nessa primeira edição se conhece pouco sobre o seu passado além do fato de que ele é o único sobrevivente de uma cidade atacado por goblinoides.


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   Enver, uma elfa cheia de cicatrizes e muito boa de briga. Os elfos são inimigos históricos dos goblinoides e, por causa disso, foram os que mais sofreram nas mãos da Aliança Negra. As cicatrizes nela indicam uma vingança pessoal contra a Aliança em curso.


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   Ghallen Forandi, um treinador da guarda de Khalifor, rebaixado por não querer dar privilégios a nobreza. Ele sabe que os poderosos da cidade-fortaleza não vão agir até terem um exercito bem na porta, por isso ele reuniu essa pequena equipe.


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   Yuzziki, um guerreiro experiente amigo (e salvador) de Randar, membro dessa equipe de desajustados.


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   Kheel, um homem pequeno, mas muito bom com facas. Ele demonstra uma calma e uma fragilidade que escondem um servo fervoroso de Keen, o deus da guerra. Eu diria que ele só está junto com o resto do povo para ter oportunidades de lutar.

Arte e Roteiro se Combinando Bem…

   A escrita do autor é bem fluida. Assim como em muitos mangás as falas são curtas, o que faz a história ser bem dinâmica. O autor J.M. Trevisam lida muito bem com esse dinamismo, trazendo informações bem concisas e boas frases de efeito.

   A arte de Ricardo Mango é f@#$! É um estilo mangá bastante riscado. Ele consegue representar movimento e batalha melhor do que muito mangá famoso por aí, apenas peca as vezes em algumas expressões meio estranhas, mas nada muito significativo.

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Belas artes de Ricardo Mango ^^

   Além disso tudo, essa edição é mais que especial. Ela tem vários “extras” que dão um gostinho de edição de colecionador, muitos comentários e até um pequeno inicio de livro que é praticamente material histórico.

   Essa história é bem curta se comparada com as encadernações de HQs japonesas que vemos por aqui, e o comprimento dela foi o principal problema que eu vi. Eu queria muito mais história aqui sabe? Quando a história engrenou… parou. Ela faz bem o que se propõem: Introduzir uma história e personagens legais e deixar claro que vem coisa muuuuito irada por ai! Bem, só me resta aguardar o próximo. XD

   Esse mangá tem uma temática de guerra e eu recomendo a qualquer um que goste de histórias de aventura e batalhas medievais. Ela é um deleite a mais para os fãs de Tormenta, sem falar que está baratinho e eu adianto que vale cada centavo. ^^

Capa comum: 144 páginas
Editora: Jambô; Edição: 1ª (1 de dezembro de 2016)

nota4

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