Saudações, viajantes!

Dezembro será o MÊS MISTBORN na TAVERNA!

Nesse sentido, sairá, toda semana, uma nova resenha que tratará da saga. O propósito disso é servir como um aquecimento à Segunda Era (Série de Wax & Wayne), que tem seus três (de quatro) livros sendo lançados pela LeYa, agora em dezembro, em um box que está deslumbrante! (Mal posso esperar para comprar o meu, rsrs.)

Antes de qualquer coisa, aviso que, por se tratar de um conto, não me alongarei muito nesta resenha e, portanto, fugirei um pouco do formato padrão que tenho adotado até então.

Adiante!

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A resenha.

“O Décimo Primeiro Metal” (“The Eleventh Metal”) está presente no livro “Arcanum Unbounded”, que é uma coletânea de diversos textos ambientados no Cosmere, o universo criado por Brandon Sanderson. Infelizmente, o livro em questão ainda não tem tradução, encontrando-se somente em versão inglês.

(Nota: quando encerrando esta resenha, recebi a notícia que a LeYa publicará toda a saga Stormlight Archive; Warbreaker — ver resenha —; e Arcanum Unbounded! Sensacional! Fiquei extremamente feliz! Agora é só torcer para que o trabalho editorial seja o mais célere possível — na medida do razoável, é claro.)

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O conto sob análise se passa antes dos acontecimentos de “Império Final”, livro 1 da trilogia original (Primeira Era). Portanto, pode ser lido por qualquer pessoa, seja por aqueles que nada conhecem da série, seja por leitores experientes.

Sanderson explica, no posfácio, que escreveu “O Décimo Primeiro Metal” originalmente para o RPG de mesa de Mistborn (Mistborn Adventure Game). Por essa razão, o conto tem caráter mormente expositivo, para que um jogador desconhecedor de Scadrial pudesse se situar à atmosfera e ao sistema de magia.

Assim sendo, pode ser que um leitor mais experiente sinta-se um pouco entediado em algumas passagens — que soarão repetitivas —, mas garanto que, ainda assim, valerá a experiência. Por quê? Simples: as informações que obtemos, neste conto, são interessantíssimas. São elas: conhecemos o mestre de Kelsier, Gemmel; temos acesso a pensamentos de Kelsier sobre Mare; entendemos as origens das motivações que levaram Kelsier a ter ódio da nobreza de Luthadel e que ensejaram a elaboração do plano que ele pretende executar em “Império Final”; e, por fim, conhecemos um pouco mais da história de fundo (backstory) de Kelsier.

Além disso, há também o fato de que é uma estória que se passa no ponto de vista (POV) de Kelsier. E convenhamos: que fã de Mistborn não gostaria de passar mais algum tempo com esse Nascido das Brumas incrível? (Obs.: é meu personagem favorito da saga.)

O conto, somente pelos fatores supramencionados, por si só, já valeria a pena de ser lido. No entanto, ele tem um gostinho especial para aqueles que terminaram a Primeira Era, porque é possível, via raciocínio lógico, conectarmos pontos de informações que obtemos em “Herói das Eras” que justificam, com precisão, a personalidade insana de Gemmel —  é o que o conto mais faz de relevante, a meu ver. Por esse motivo, eu tenderia a dizer que é mais recomendável lê-lo depois da conclusão do livro 3.

A abordagem feita sobre mundo (world building) é um pouco rasa, limitando-se à explanação do sistema de magia e a uma rasteira menção sobre o sistema social de Luthadel, composto por Skaas e Nobres. Em minha opinião, isso não é defeito, haja vista que um desenvolvimento profundo não é a proposta do conto.

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Excepcionalmente, não darei notas desta vez, pois o “O Décimo Primeiro Metal” é um texto complementar de um mundo que é muito desenvolvido em outros trabalhos. Logo, se tem dúvidas acerca de minha avaliação de Mistborn, recomendo que fique atento(a) às semanas por vir, nas quais farei resenhas dos livros da Primeira Era.

Vejo-os na próxima! Até breve!

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Gostou? Sim? Então, que tal ler a sequência?

Mistborn – O Império Final [Resenha].