Sobre o Autor

George Orwell, pseudônimo de Eric Arthur Blair, foi um romancista, jornalista e crítico literário inglês.

Nascido em 1903, Orwell é conhecido principalmente por sua obra A Revolução dos Bichos, novela publicada no ano de 1945 (final da Segunda Guerra Mundial e início da Guerra Fria) e pelo romance 1984, uma distopia publicada em 1949, apenas um ano antes de sua morte.

Edição da Companhia das Letras

Para esta obra, considerada uma sátira, em que tópicos reais e polêmicos são abordados com uma aparência de ficção, é necessário que utilizemos textos de apoio para o seu entendimento.

A edição da Companhia das Letras, lançada em 2007, disponibiliza essa oportunidade ao leitor ao incluir, além de uma ótima tradução do original, um prefácio proposto por George Orwell à primeira edição inglesa e também um prefácio do autor à edição ucraniana, em 1947, realizada para os ucranianos em campos de refugiados da Alemanha. Há, ainda, um posfácio escrito por Christopher Hitchens, crítico literário que escreveu o livro A Vitória de Orwell, que analisa a bem-sucedida trajetória do autor.

A Revolução dos Bichos

Este livro fala de uma granja, como muitas outras, onde os animais eram explorados. Porém, um dos porcos da fazenda, chamado de velho Major, faz um discurso procurando mobilizar os animais para tomarem o poder da situação. Porém, logo em seguida, o Major morre.

Após uma sucessão de eventos, os animais finalmente se revoltam e decidem expulsar os humanos, transformando a fazenda na Granja dos Bichos.

Eles formam um novo regime, chamado de Animalismo e criam sete mandamentos para guiar esta nova sociedade.

Porém, após esta revolução, os fatos se encaminham para uma nova tirania, desta vez, representada pela autoridade dos porcos sobre os demais animais e os mandamentos se condensam em um só. Pensei em colocar aqui a nova máxima que surge a partir disso, mas vou deixar que o leitor descubra por si próprio, ao longo do livro!

Nos prefácios escritos pelo autor, vemos explicações sobre como surgiu a ideia para esta obra:

 “… os detalhes concretos da história só me ocorreriam depois, na época em que morava numa cidadezinha, no dia em que vi um menino de uns dez anos guiando por um caminho estreito um imenso cavalo de tiro que cobria de chicotadas cada vez que o animal tentava se desviar. Percebi então que, se aqueles animais adquirissem consciência de sua força, não teríamos o menor poder sobre eles…”

Este livro enfrentou diversos empecilhos à sua publicação na época, sendo proibido em muitos países, devido ao seu viés político e alegorias ao comunismo na Rússia.

Hoje, podemos olhá-lo também como uma metáfora sobre o poder e suas tentações. Embora de caráter fantasioso, observamos, através desta sátira, as falhas da humanidade quando posta à prova pelo status, pela fama, pelo poder e controle.

Veredito

Vale a pena a leitura, tanto por seu fator atemporal e pela reflexão que proporciona, quanto, sobretudo, por ser uma dessas obras que não conseguimos largar a não ser após o seu fim.

Há ainda adaptações cinematógraficas, sendo uma delas o primeiro longa de animação britânico, de 1954, e também um filme televisivo, produzido pela Hallmark em 1999.