FICHA TÉCNICA

O Brakki (A Lágrima de Giius Livro 1)
Autor: André Regal
Editora: Autor independente
Ano: 2017
Páginas: 635

SINOPSE

Quando mais uma garota aparece dilacerada nos arredores de Cistol, a guarda resolve finalmente intervir.
Um suposto monstro conhecido como brakki rodeia o local, e uma recompensa vigorosa é oferecida a quem conseguir capturá-lo.
Symas, um ex-soldado devastado pelo tempo e por tudo que perdeu, não quer se envolver; até que entra em sua vida Vescas, um trapaceiro ladrão com uma proposta irrecusável: se Symas conseguir fazer com que recebam a recompensa, ele o ajudará a rastrear Gilliam Bardeye, o sádico que tomou tudo o que tinha.
Symas terá de calçar as velhas botas se quiser voltar a ser o homem que um dia fora.

RESENHA

Esse livro contem cenas violentas e viscerais de revirar qualquer estômago por mais forte que ele seja, cenas de sexo e estupro, acompanhado de muito suspense e mesclado por diversos pontos de vista dos vários núcleos de personagens, não é um livro apropriado para crianças.

Iniciamos nossa narrativa em terceira pessoa junto a um grupo de guardas, Symas, Ewide e Deorne. Esse grupo está levando um prisioneiro muito perigoso o tal Gilliam Bardaye para ser julgado/condenado/enforcado devido a seus incontáveis e variados crimes. Irá acontecer algo durante esse percurso que irá mudar completamente a situação “predefinida” e meus amigos e minhas amigas aqui começou minha agonia.

O autor aborda temas densos como preconceito racial, diferenças de classes sociais e machismo no núcleo dos irmãos Lucca e Pytra com muita destreza, e foi aqui que comecei a suar frio com as cenas de perseguição.

Nos demais núcleos de personagens amizades improváveis se formam, ficamos diante de outros problemas que vão sendo desencadeados aos poucos, e entendemos de forma maximizada todas as situações. Algumas pontas que ficaram soltas durante a leitura têm seus “desfechos” nesse livro um, já outras pontas ficaram soltas propositalmente para a vinda do livro dois, o qual aguardarei ansiosamente.

Não posso deixar de dizer o que sempre me cativa nas obras desse autor, que é a forma como ele descreve cada cena em que os personagens se situam, o realismo é tanto que me sinto completamente inserida no livro, parece que eu mesma sou uma personagem ali passando aquela situação ou assistindo a um filme.

Outro ponto que me atentei em suas obras é que ele sempre aborda uma situação relacionada a livros, sempre existem os personagens cultos e apaixonados por literatura e acho isso o máximo.

O autor também nos faz sentir empatia com os personagens carismáticos natos e até  com os personagens mais sádicos, um caso de amor e ódio indescritíveis.

A mitologia criada, o gênesis, as criaturas (Brakki um ser peludo, meio lobisomem com cruzamento de vampiro ou um chupa cabras/porcos/humanos se assim quiser e que possuem até um dialeto próprio e os Lagwares criaturas com escamas meio lagartos misturados com humanos, isso no meu ver) fiquei impressionada na descrição deles, vocês terão que ler para entender que perfeito, sem dizer os diálogos hilários como é de se esperar do autor que sempre vem com muita criatividade e perfeição na escrita.

As iguarias sempre me deixam com água na boca, sejam elas feitas com muito asseio ou não, dessa vez estou com vontade de comer pomeches. (Será que consigo fazer?)

Preciso falar sobre as cenas de batalhas corpo a corpo que merecem todo meu respeito sem sombras de duvidas, a descrição das armas, da localização, do sangue que jorra e dos ferimentos é um espetáculo a parte.

E eis que ao chegar as páginas “finais” sou completamente surpreendida e as coisas começam a fazer completo sentido e se encaixar de fato. Uma leitura que senti aflição, medo, raiva, amor e ódio e agora estou aqui acabada e na ressaca.

Uma belíssima obra nacional de fantasia medieval de altíssimo nível, mais um livro incrível escrito pelo autor André Regal e que com certeza indicarei a todos meu amigos e amigas.

Nas obras do autor também ficam nítidos seu carinho e capricho na escolha da capa, quem puder ler pelo app poderá conferir (colorido) que parece pelo de animal a textura da capa, não sei se quem tem Kindle percebe, visto que fica em preto e branco.

Uma curiosidade aos leitores, O Brakki foi escrito alguns anos antes de Mirta Vento Amarelo (confira a resenha clicando no link), porém só foi publicado agora depois de ser reescrito pelo autor.

Caso você não tenha o Kindle (como meu caso) sugiro que baixe o app e leia pelo cel ou pc, com certeza vale a experiência para ter esse primeiro contato com eBooks além de ter a velocidade de leitura mais rápida.

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