Ficha Técnica

A Lição de Anatomia do Temível Dr. Louison (Brasiliana Steampunk #1)
Autor: Enéias Tavares
Editora: Fantasy
Ano: 2014
Páginas: 320

Sinopse

Porto Alegre. Dirigíveis gigantescos dominam o céu. Abaixo, o vapor cinzento dos bondes, das fábricas e dos estaleiros ao redor soma-se à fumaça dos charutos, dos cachimbos e das cigarrilhas. Vozes robóticas, barulho de hélices e maquinários misturam-se ao alarido do povo. De um Zepelin, desembarca Isaías Caminha, um jornalista carioca enviado à cidade para escrever uma matéria sobre o assassino em série Antoine Louison, que há poucos dias assombrava o local com um verdadeiro show de horrores – a exposição dos órgãos de suas vítimas. A aventura começa depois que o Dr. Louison, finalmente capturado e preso no hospício, desaparece misteriosamente de sua cela de segurança máxima sem deixar vestígios. Nesta busca pelo paradeiro do assassino, Isaías e um grupo de investigadores ainda vão topar com conhecidos do Dr. Louison, pertencentes a uma sociedade secreta de intelectuais, chamada Parthenon Místico, que estão dispostos a tudo para defendê-lo e desmascarar os criminosos. Esses amigos de Louison são alguns aclamados personagens da literatura brasileira, em reinvenção – Rita Baiana e Pombinha, de Aluísio Azevedo, Simão Bacamarte, de Machado de Assis, Solfieri, Álvares de Azevedo, entre outros.

Resenha

A capa belíssima foi o que me chamou a atenção para comprá-lo. Achei divertido o formato diferenciado do sumário. Para não soltar spoilers, vocês terão que ler para compreender. O livro possui a grafia original da época em que se desenrola a história, o século XIX, o que dá ao livro uma identidade única.

Sua boa diagramação permite que a leitura fluída.

Inicia-se e encerra-se o livro numa prosa poética entre autor e “ledor”. A narrativa segue em primeira pessoa e conta a história de um jornalista, Isaías, que irá cobrir a prisão do facínora Dr. Louison. Todo o mistério gira em torno de seu misterioso desaparecimento na noite anterior à sua execução.

“A mente humana é um labirinto escorregadio e vertiginoso”

O autor toca em assuntos como racismo, diferenças entre classes sociais, homossexualidade, moral, religião e ocultismo com delicadeza. Além disso, também inclui em sua história personagens já conhecidos da literatura nacional, como Simão Bacarte (Machado de Assis), Rita Baiana e Pombinha (Aluísio de Azevedo), dentro do cenário Steampunk, do século XIX.

“Notícias reais não vendem jornais, cantava o mulato de cima do morro…”

A partir do capítulo dois, há uma troca de cartas entre personagens, além de passagens de um tipo de diário pessoal e gravações. E assim segue até o final do livro, deixando-o  bastante maçante. Daí você fica se perguntando: será que o Dr. fazia um tipo de justiça social? Bem, você terá que ler para descobrir.

A partir da página cento e noventa e quatro é que realmente a coisa começa a se desenvolver. Após a duzentos e sessenta e sete há algumas cenas sanguinolentas.

“Levo muitos para lá nesses dias”, disse, enquanto ordenava com o movimento dos arreio que as duas éguas descoradas partissem, “embora não saiba se os loucos estão aqui fora ou lá dentro.”

Sentença

Foi a primeira vez em que me aventurei no Steampunk. Como comprei pela capa (que, por sinal, é lindíssima) e sinopse, imaginei que tivesse mais cenas de ação, tiros, sangue, mortes e mais detalhes sobre as máquinas a vapor. Há uma grande cena violenta quase no final do livro. Essa me revirou o estômago (que nada mais era do eu esperava).

Em suma, o livro é um “romance romântico”. Se você quer se aventurar pela primeira vez no tema Steampunk, indico a leitura. Com certeza!

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