Ficha Técnica

Bardíacos O Início do Fim Volume I
Autor: Carlos F. de Mamam
Editora: Kiron
Ano: 2017
Páginas: 332

Sinopse

Bardíacos O início do fim, é uma narrativa do gênero de ficção fantástica, ambientado em um mundo imaginário que abriga diversos tipos de seres com base em mitologias nórdicas, gregas e entre outras. No primeiro volume da saga, Aenon um rapaz muito jovem decide aventurar-se sozinho mundo a fora. Com o sonho de escrever seu próprio livro, Aenon tem a oportunidade de conhecer figuras peculiares e ilustres desde anões, magos, nobres cavaleiros e até mesmo a grande realeza de Nomack.

A medida em que avança em sua jornada, Aenon passa a perceber que está no meio de um grande mistério que cerca não somente o grande reino, mas todas as civilizações. Com a ajuda do mago Hogan e com a companhia de um Bárbaro das montanhas, um cavaleiro e até mesmo um Orc, Aenon parte para a maior e mais perigosa aventura que podia imaginar existir ou até mesmo acontecer.

O mistério da verdadeira identidade de quem está por trás dos estranhos acontecimentos precisa ser revelado. Mas todos temem chegar a um nome na qual pretendiam esquecer.

Bardíacos.

Resenha

Devo dizer que, já durante a leitura do prólogo, fui surpreendida e me prendi com o grande mistério sombrio envolvido na história e não parei mais!

O livro possui um mapa, o qual consultei algumas vezes, para me ambientar mais profundamente.

É uma ficção fantástica, muito bem explorada e executada. O ambiente das cenas são ricos em suas descrições e pude perceber as influências de autores como J.R.R. Tolkien e George R.R. Martin (dos quais também sou fã).

O protagonista Aenon é um jovem simples e inocente, filho de um comerciante do reino de Graeff. Sente-se pronto para se aventurar pelas terras de Astlan e tentar escrever seu próprio livro. É um rapaz observador e curioso, o que, de certa forma, supre a carência da falta de outras habilidades, como, por exemplo, manejar espada. Durante a jornada, aos poucos, ele desconstrói preconceitos em relação a povos de outras terras; perde seus medos e ganha outros novos; e vai aprendendo mais sobre si mesmo e as histórias antigas e desconhecidas dos dez reinos.

Os lugares por onde Aenon passa são surpreendentemente grandiosos e magníficos (construções, monumentos, paisagens…). Desejei, muitas vezes, estar eu mesma passando por esses locais. O autor foi bem detalhista (adoro esse tipo de narrativa).

Narrado em terceira pessoa, o livro possui trezentas e trinta e duas páginas, com capítulos bem divididos e na medida. Mesmo sendo bem descritivo em tudo, não se torna enfadonho.

Há cenas de canibalismo e tentativa de estupro muito bem redigidas.

As personalidades dos personagens são bem trabalhadas. Seus valores e princípios já indicam seus papeis no enredo, o que me aproximou e me fez aprofundar na história. Óbvio que me apeguei aos personagens. E, quando houve uma morte, fui cobrar do autor (sim, adoro conversar com o autor sobre vários pontos do livro; essa é, de longe, a melhor coisa quando se trata de literatura nacional, a proximidade com autores é sem igual!) e daí descubro que ele mata sem remorso, dó, nem piedade os personagens (rs). Incrível!

As cenas de batalhas são épicas e tiram o fôlego. Todo o brandir de espadas me deixou inquieta. Quando o gigante e temível dragão entra em cena, pude escutar seus gritos guturais, como se estivesse ao meu lado. Curioso que i para olhar a capa e vi que a cena é igual  à que imaginei.

Adorei a descrição do povo Dagoniano, um povo bárbaro, sem escrúpulos e suas mudanças de conduta no desenrolar da história me deixaram surpresa. Também vale a pena pontar que fiquei boquiaberta com a descrição das criaturas fantásticas que aparecem no desenrolar do enredo.

No passar das páginas, acontecimentos estranhos rondam alguns personagens. Aenon tem uma espécie de pesadelo, premonição ou Dejá Vu (só lendo para você entender o porquê) e isso acontece com outro personagem também. Eles têm algo dentro de si que nem mesmo eles sabem, mas, com certeza, fazem parte de algo maior.

Eis que termino de ler o epílogo e fiquei me perguntando (E agora?), o autor deixou dois ótimos ganchos para o próximo livro e estou com aquele gostinho de quero mais.

O livro possui pequenos erros de revisão, que, no entanto, não impedem em nada a compreensão da história. Pecado cometido pela editora, creio eu.

Esse livro me encantou e estou ansiosa pelo desfecho. Indico a vocês sem dúvidas!

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