Olá, viajante!

A resenha de hoje é do livro Monge Guerreiro, do autor Romulo Felippe, uma Fantasia Medieval de peso!

Em conversa com A Taverna, o autor nos contou, em primeiríssima mão, que uma nova edição ampliada e em capa dura será lançada  pela editora Cavaleiro Negro em agosto de 2018. Haverá um conto extra do universo do Monge e também haverá o lançamento do eBook. Portanto, fique ligado! Sentiu a pressão, né?

Aí vai a resenha. Espero que aprecie!

 

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Ficha Técnica

Nome do livro: Monge Guerreiro
Autor: Romulo Felippe
Editora: Drakkar
Ano: 2017
Páginas: 422

 

Sinopse

Maior rei da história da França, Luiz IX (hoje São Luiz) determina que duas das mais importantes relíquias do Cristianismo sejam transportadas dos confins da Terra Santa e da Grécia binzantina até o coração do seu reino. De Jerusalém partem os valentes Cavaleiros Templários liderados pelo grão-mestre Christopher Blancher, um experiente combatente que carrega preso à armadura a coroa mais poderosa do mundo; do Monte Meteóra, e por decisão do destino – quiçá divina –, parte o monge ortodoxo Bastian Neville, um dissidente da Ordem do Templo, cuja missão é levar de encontro aos antigos irmãos de armas a Lança de Longinus. Entre as duas relíquias sagradas, entretanto, há um rei pagão de nome Slatan Mondragone. Sua missão? Reduzir a pó todos os reinos Cristãos. E para isso uma profecia deverá ocorrer na boca do Vesuvius, o vulcão mais furioso da Europa. Com mais de oitenta personagens e combates épicos – eclodindo em um final apoteótico no coração de Veneza – Monge Guerreiro narra não uma, mas diversas odisseias no coração negro do século XIII.

 

Resenha

Temos três núcleos nesta história.

Ano de 1238. A narrativa já começa quente, em pouca páginas viradas estamos em meio a uma batalha sangrenta entre o Rei Sophyr Jaroslav, da Fortaleza Ilhada do reino de Ohan, e o Rei Negro, contando claro com muita crueldade, sangue e vários corpos ao chão.

Nosso protagonista é Bastian Neville, o qual carrega diversos segredos, tormentos e também a lança sagrada para seu destino.

Nosso antagonista é o Slatan Mondragone, vulgo Rei Negro, cruel, sem escrúpulos, sem limites, aquele BADASS (com letras maiúsculas mesmo). Durante a narrativa, há várias cenas o envolvendo com o mago Nuray, que usa mulheres para “cultos” que me chocaram de verdade. Me tiraram o ar.

 

 

Slatan Mondragone

 

 

O autor também construiu duas personagens femininas fortes. O normal em obras de fantasias medievais são sempre personagens submissas e pobre coitadas, porém não é o caso deste livro. Aqui temos a Rainha Alekxandra, do Reino das Sequoias, e a Setseg, princesa mongol, neta de Gengis Khan, que mostram para o que vieram e mudam o cenário.

Esta é uma obra completa, que conta com batalhas, romance, magia, mortos-vivos, gigantes, unicórnio, dragão e relíquias sagradas. O desfecho é  inesperado, incrível e sem clichês. Uma jornada intensa e transformadora sobre redenção.

Ao terminar a leitura, tive a impressão de que a história era verídica, o autor conseguiu mesclar dados históricos com a fantasia de forma magistral.

Monge Guerreiro me acompanhou no trajeto casa/trabalho/horário de almoço e antes de dormir. Nem vi o tempo passar. Aliás, foi impossível parar de ler. Carreguei para cima e para baixo em meus braços!

 

Setseg

 

Agora vou falar um pouco sobre a edição desta obra.

A ilustração da capa é magnífica, assim como as que antecedem cada parte do livro. Diagramação é perfeita, letras capitulares, ilustração de espada no rodapé de cada página.

O mapa é super completo e rico em detalhes, o que sempre me ajuda a mergulhar no enredo da obra com mais profundidade.

Não posso deixar de comentar que recebi junto ao exemplar As Cruzadas do Monge Guerreiro, um jogo de palavras cruzadas que achei espetacular!

O posfácio é outro banho cultural! Não deixem de ler! Rômulo conta sobre sua trajetória, estudos e motivações para escrever o Monge Guerreiro.

O autor me cativou e fiquei fascinada com sua escrita. As dez partes do livro são bem divididas, assim como os capítulos. Tudo na medida certa.

Sem dúvida alguma gostei dos personagens (e eles não são poucos), de suas motivações e embates pessoais. Adorei o desfecho e, com certeza, esta obra tem que ser lida por você também!

Nos vemos na próxima semana e obrigada por ler até aqui!