Saudações, viajantes!

Hoje, minha resenha será um pouco diferente. Talvez isso seja até um pouco impactante para quem me acompanha há um certo tempo aqui no blog da Taverna! A propósito, dia 05/11/18 fiz um ano de Taverna, e quero agradecer imensamente a presença de todos vocês aqui que consomem nosso conteúdo!

A resenha de hoje não é BR! Isto mesmo: estrangeira! Falarei um pouco sobre o universo de Wild Cards – O Início de Tudo, obra que divide opiniões aqui no Brasil e é super bem aclamada pelo público estrangeiro!

Quem me conhece sabe que sou uma leitora eclética quanto a gêneros literários e tamanhos. Também tenho paixão por ler obras que dividem opiniões e até mesmo aqueles livros que não são tão conhecidos pela maioria. Sinto que devo ler justamente para saber de que lado estou e disseminar a mais leitores a minha opinião. Com este livro não seria diferente.

 

Ficha Técnica

Nome do livro: Wild Cards. O Começo de Tudo – Livro 1 do arco “Tríade original”
Autores: Studs Terkel, Howard Waldrop, Roger Zelazny, Walter Jon Williams, Melinda M. Snodgrass, Michael Cassutt, David D. Levine, George R.R. Martin, Lewis Shiner, Victor Millán, Edward Bryant e Leanne C. Harper, Stephen Leigh, Carrie Vaughn, John J. Miller, Lewis Shiner
Editado por George R. R. Martin
Editora: Leya
Ano: 2013
Páginas: 480

 

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Sinopse

Com início das publicações em 1987 e chamado pelos fãs de “romance-mosaico”, a série Wild Cards volta a 1945 para contar a saga dos seres atingidos pelo xenovírus Takis-A, o vírus da Carta Selvagem. A Segunda Guerra Mundial acabou e o mundo começava a se preparar para a reconstrução, até que uma nave espacial um tanto estranha cai na Terra, e um ser alienígena tão excêntrico quanto seu “veículo” começa a anunciar que estamos em perigo, que um vírus – que ele não sabe ao certo o que pode causar aos humanos – caiu na Terra. Mas era tarde demais… O vírus se espalha no céu de Nova York e aos poucos começa a contaminar o resto do mundo. No começo ninguém sabia se era uma bomba química ou atômica, até que as primeiras pessoas começaram a morrer ou se transformaram em seres bizarros ou extremamente poderosos. O vírus ficou conhecido com carta selvagem, afinal, como num jogo de baralho, nunca se sabia qual carta – ou qual mutação no caso – poderia tirar.

Resenha

Wild Cards é uma série de antologias ambientadas em um universo compartilhado com super-heróis de ficção científica. Os livros trazem romances em mosaico e romances solo escritos por time composto por mais de quarenta autores, referidos como Wild Cards Trust, e editados por George RR Martin e Melinda M. Snodgrass.

Esta série teve suas publicações iniciadas em 1987. Atualmente, nos EUA a série se encontra em seu 27º livro e no Brasil ainda estamos no 9º livro traduzido. Além disso, uma série de televisão está a caminho pela Universal Cable Productions.

No site da editora Leya é possível ver os títulos já publicados aqui no Brasil: http://georgerrmartin.com.br/serie/wildcards

Há, também, um blog totalmente dedicado ao universo de Wild Cards (em inglês) https://www.wildcardsworld.com/

Em minhas andanças pelas Bienais (RJ/SP 2017/2018), consegui comprar até o 9º livro. Se farei a resenha de cada um deles, só o tempo dirá. Vai depender dos acessos de vocês viajantes aqui no blog d’A Taverna para eu saber se estão curtindo ou não. Daí poderei pensar em compartilhar minha opinião sobre os demais. Caso isso aconteça, fiquem tranquilos que colocarei o SPOILER ALERT, pois será impossível falar dos títulos seguintes sem dar spoiler. No entanto, para este primeiro volume, podem ficar tranquilos que, como sempre, serei firme em não deixar escapar nenhum!

Primeiro vejamos as diferenças entre a capa gringa e a nacional.

 

 

Qual das duas vocês preferem?

Particularmente, não consigo me decidir entre as duas, porque acho ambas bonitas; transmitem realmente o universo criado por esses autores e as duas mostram protagonistas. Sim! Temos vários protagonistas! E a ilustração é feita pelo Marc Simonetti, que dispensa comentários!

Wild Cards é uma fantasia urbana que se passa no ano de 1945 em Nova York, pós-2ª Guerra Mundial, quando todos estão se recuperando e reconstruindo suas vidas.

Takis é um planeta distante do planeta terra, no qual existem famílias rivais. Um grupo criou uma arma secreta para melhorar seus poderes mentais, transformando-os em semideuses. Para tal, a arma secreta tinha de ser testada em alguém. Escolheram a Terra, sem saber ao certo qual seria o desfecho.

Dr. Tachyon, um dos protagonistas, é um Alien superdotado. Ele tenta chegar à Terra a tempo de explicar às autoridades e evitar uma catástrofe. O outro protagonista, JetBoy, melhor piloto da aviação norte americana, fica incumbido de salvar a Terra, porém o inevitável acontece: parte da população morre; outra parte ganha habilidades físicas e psíquicas e são chamados de Ases; a outra parte tem deformidades bizarras e são chamados de Coringas. Quando digo deformidades bizarras são do tipo três pares de seios, olhos nas mãos e por aí vai.

Achei a premissa do livro muito interessante e gostei bastante da parte política envolvida. Há quem não goste de Wild Cards justamente por isso. Há partes mais lentas e partes mais dinâmicas. Para ser honesta, creio que vocês viajantes deveriam ler pelo menos o livro 1 para formar sua própria opinião.

O livro contém cenas fortes de estupro, partes nojentas das descrições dos Coringas que reviram o estômago e é regado a muitos palavrões. Não é qualquer leitor que gosta de leituras assim. Portanto, já vá preparado, caso decida encarar a leitura.

Este livro não é para ser devorado e sim apreciado (e tenham paciência para aguardar todos os demais títulos chegarem ao Brasil). Deve ser lido com calma e atenção. É cheio de referências políticas da época em que foi escrito. Fala sobre preconceito, poder, traições e, claro, sobre a batalha diária de pessoas comuns que se transformaram em Ases e Coringas e como isso as afetou direta ou indiretamente.

Particularmente irei ler o livro seguinte, Ases nas Alturas, para ver o que de diferente haverá! Fiquei envolvida com a obra e espero que vocês fiquem curiosos para experimentar essa fantasia urbana.

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